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Empreendedorismo digital, o que você tem a ver com isso?

A Kaufmann Foundation, usando as listas da Fortune e da Inc.com, publicações americanas do mundo dos negócios, realizou um estudo que mostra que mais de 50% das empresas Top 500 selecionadas por essas publicações nasceram em anos de recessão! Veja o estudo completo aqui.

Anderson Thees, diretor geral da RedPoint eventures no Brasil e parceiro do Cubo.network, HUB de empreendedorismo lançado por eles e pelo Itaú, vai mais longe. Diz ele “Para o empreendedorismo, a crise é espetacular”. Entenda porque ele pensa assim nessa entrevista para o ProjetoDraft (aqui).

Estamos enfiados até as entranhas numa crise – e parece que infelizmente estaremos por algum tempo. Portanto, pelo que demonstrou o estudo da Kaufmann, é justamente quando mais da metade das futuras grandes empresas brasileiras de daqui alguns anos estarão nascendo.

Já pensou nisso? Já refletiu se você está fazendo parte disso? Sua empresa está?

Falando da área de comunicação, os novos “veículos”, as novas “agências”, as novas “produtoras”, as novas “consultorias”, as novas empresas de “conteúdo” e mais uma infinidade de novas “novas” que ainda não sabemos quais são, estão nascendo nesse exato momento e, provavelmente , em algum lugar muito distante do nosso mundo da comunicação.

Há vários componentes importantes para que a inovação empreendedora aconteça sendo que 2 deles são fundamentais: empreendedores e capital. Sem bons empreendedores não se sai do lugar mas…. mesmo com bons empreendedores, sem capital o poder de escala é muito pequeno.

No Brasil o ecossistema empreendedor é ainda uma criança, com poucos players, baixa maturidade, raras realizações de investimentos. Tudo vem crescendo, mas tudo é ainda muito embrionário, inclusive a quantidade de investidores e de deals sendo feitos. Há bons empreendedores, mas que precisam crescer e amadurecer ainda muito, e o capital é bastante escasso, mas também vem crescendo.

O que mais falta? Várias coisas como: menos governo, mais apoiadores, menos preconceito, menos auto-ajuda, mais conhecimento, mais preparação, mais saídas, um mercado de capitais mais forte, etc. etc. … mas uma delas, em especial, que tem a ver com o nosso mercado: envolvimento das corporações.

A entrevista do Thees que menciono acima se dá no momento em que eles anunciam o lançamento do Cubo.Network (aqui), uma iniciativa do fundo dirigido por ele, com o Itaú!

E aqui chego, finalmente – bacana que você leu até aqui – nas respostas da pergunta desse artigo “Empreendedorismo digital, o que você tem a ver com isso?”.

Ou, na verdade, lanço novas perguntas e provocações:

. O que sua empresa ou grupo está fazendo com relação a inovação?

. O que você como profissional está fazendo pela sua própria inovação e como você está provocando a sua empresa a parar de fazer apenas mais do mesmo?

. O que você está empreendendo? Nem que seja on the side?

. Qual programa sua empresa criou e você está envolvido, ou se engajou, para ajudar – e consequentemente participar – desse processo de inovação?

. Você enxerga que, como o Itaú e a Redpoint, você e sua empresa estão participando da criação de uma nova economia criativa/digital?

Se você tem boas respostas (mesmo que não perfeitas ou grandiosas) para todas ou parte das perguntas acima, parabéns, você e sua empresa estão jogando o jogo e farão parte dele!

Se, por outro lado, você nem tem respostas ou apenas umas respostinhas meio “blá blá blá”, se eu fosse você eu daria um sério STOP pra pensar e repensar a SUA vida, e a vida da empresa para a qual você trabalha.

A velocidade de mudança se acelerou e duvido que em um par de anos teremos o mercado com o mesmo “jeitão” e essa mesma “carona” que tem hoje, e isso tudo passará por inovação e por startups e também por algumas corporações que sacarem o que está rolando no mundo.

Dá pra entrar no jogo ou ficar assistindo o jogo. Você é quem decide!

 

Fonte: proxxima.com.br


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